Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Momento Novela

“Are-baba!”
O que você costuma fazer todos os dias às nove horas da noite?

Você e milhões de brasileiros assistem à novela das nove, independente do tema central ou qualidade da trama, não tem jeito! Até os homens se rendem a ela.

A novela das nove faz parte da cultura brasileira e familiar e indiscutivelmente afeta a sociedade como um todo. Afeta a moda, hábitos, economia, temas de festas, nomes da nova geração. Dita padrões, sexy symbol e relações interpessoais.

Outro dia estava dirigindo e liguei para uma amiga (o Detran adverte: atitudes como esta podem gerar penalidades no trânsito) e logo ela disse: “Te ligo depois da novela!” e puft na minha cara. Na seqüência liguei para a minha “Mamadi”: e ela: “ATCHATCHATCHA! Cadê você”? A novela já começou!”. Querendo ou não, a novela das nove tem um papel fundamental na sociedade.

Antiga novela das oito e hoje das nove - creio que por causa da mudança nos hábitos urbanos, principalmente do trânsito, ou tempo nele. A novela das nove, além de entreter, tratar diversos assuntos sociais e do cotidiano, ela aproxima as pessoas e famílias. É quase um momento sagrado nas casas, que reúne todos envolta da telinha de forma lúdica. Por uma hora, os problemas se vão e os ali presentes ficam conectados e emocionalmente envolvidos.

Não tem jeito, a novela das nove rege a rotina de muitas pessoas, e o que é apresentado na trama pode influenciar positivamente, negativamente ou descriteriosamente a vida de cada um de nós envolvidos por ela.

Exemplo disso é a novela Caminho das Índias, que dissipou a cultura indiana por toda a parte; nas roupas, maquiagens, acessórios, decorações, comidas, hábitos e jargões, até em entrevistas de economistas renomados – falando que não era “auspicioso” fazer certos investimentos. Fora a quantidade de criancinhas que receberam nomes como Rajananda, Maya, ou qualquer outro que pode influenciar na “casta” do recém-nascido. “Baguan Keliê”! Me poupe! Onde estão às “lamparinas do juízo” das pessoas que se deixaram influenciar por uma simples novela?

Simples novela? “Narrin, Narrin”! Além de entreter e divertir nossas noites e textos, que valor tem - o seu pai, mãe, filho ou filha sentar ao seu lado no sofá para assistirem juntos a novela? Ter o divertimento de ver seus filhos fazendo a “dancinha indiana” pela sala? Ou fazer a alegria da vovozinha puxando o assunto “novela” na fila do banco, supermercado e afins? Tem preço momentos como estes e intimidades como estas?

A novela das nove pode ser um excelente assunto para a falta de assunto. Pode ser um momento para a falta de momentos. Pode ser a rotina, um hábito, até o relógio que guia uma rotina com falta de hábitos. Pode ser a dose de amor em uma casa com falta de amor. Pode ser o elo que aproxima - eu, você, a dona de casa, a moça da limpeza, o porteiro, a menina do salão, o irmão mais novo, o colega de trabalho, o chefe e até o turista apaixonado pelas nossas novelas. Ela pode ser o colorido, a janela do mundo e a sua história em um simples apertar de botão, todos os dias, às nove horas.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Mente Milionária


Você tem uma mente milionária?
Você vive para o dinheiro ou o dinheiro te ajuda a viver?
Você trabalha pelo salário, ou o seu salário é fruto de seu trabalho?
Você prefere ganhar ou fazer um milhão?

Recentemente li o livro “Segredos da mente milionária”. Antes de começar a ler, sem qualquer pretensão pensei: “O máximo que pode me acontecer é ficar rica”. Ora, ora, ainda estou longe, bem longe das cifras e zeros tão sonhadas na conta bancária; mas, minha mente não está tão “pobrinha” assim não, pelo contrário.

Se o dinheiro sempre vai para algum lugar, então que seja para o nosso bolso, não é mesmo? Precisamos nos projetar, nos construir de forma que o dinheiro seja resultado de nós mesmos. A moeda da bondade e felicidade.

Ter uma mente milionária é ter uma mente vitoriosa, com visão de responsabilidade, comprometimento, envolvimento. Quem pensa grande, escolhe grande; quem escolhe grande, colhe grande. Mas, quem se prepara para dias difíceis, dias difíceis terá.

Quem tem mente pobre - fraco é. Se conta histórias e transfere para os outros e situações as responsabilidades. Acha que na vida, se tem isso ou aquilo; quando o de mente milionária sabe que se pode ter isso e aquilo. O rico prefere fazer 1 milhão, pois quem faz 1 milhão, faz 2, 3 ou mais. Já o pobre quer ganhar 1 milhão para passar a vida inteira tentando não perdê-lo e fica sempre tentado tirar proveito de alguém ou das situações.

Um dado interessante que li, foi que as pessoas normalmente se relacionam com outras que ganham 20% a mais ou a menos que elas. Olhei a meu redor e concordei com essa afirmativa. Só não sei se fiquei feliz ou triste, pois estou longe de ser milionária, logo as pessoas que estão ao meu redor também – desanimou?

Porém, esse dado é bastante interessante e até motivacional para nosso processo evolutivo, não só financeiro, mas como intelectual e outros também. Dinheiro atrai dinheiro, inteligência atrai inteligência, beleza atrai beleza, bondade atrai bondade e assim sucessivamente e inversamente proporcional. Logo, basta escolhermos o caminho “balão” e não “âncora” – que a seleção natural “dos pessoal” ao nosso redor acontecerá.

A mente pobre confunde ambição com ganância, e na maioria das vezes não se acha merecedora das coisas boas. Não sabe se valorizar, precificar seu trabalho, conhecimento, disponibilidade e tempo; como também não sabe receber. Se achamos que não temos valor, como podem nos valorizar?

Meu chefe me disse uma vez, que nunca ganhamos o que merecemos, mas sim o que negociamos. Então, que sejamos negociadores, e bons negociadores de nós mesmos! E de preferência que não trabalhemos para terceiros, mas sim para nós mesmos.

Para ser independente financeiramente, primeiro é preciso entender nossa relação com o dinheiro. Perceber que ele é uma coisa boa, mesmo que muitas vezes pareça que não. Não ter medo dele, da falta dele, ou do excesso dele. Depois, fazer um planejamento, criando porcentagens para as despesas fixas, variáveis, investimentos e lazer. Recomenda-se que gastemos 20% de nosso salário com lazer, com nós mesmos. Enfim, criar uma vida saudável para nosso dinheiro, fazendo com que ele trabalhe por nós e não o contrário.

Bom, se você chegou até o final desse texto, mostra que além da mente milionária, tens uma mente inteligente. Por isso, crie o seu “porquinho mental” e junte as moedinhas de sua independência financeira, pois espero me relacionar com você por muitos e muitos anos.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Incertezas Mundanas

Você está certo sobre as incertezas do mundo? Ou as incertezas do mundo são tão incertas que te assustam? Acho que estou mais para a segunda colocação.

Aviões caem em velocidade muito maior que as taxas de juros. Gripes tipo A, B e C surgem e doenças antigas ressurgem. O planeta aquece e congela. Zonas de seca inundam. Animais são mais e mais vezes clonados e os alimentos transgenicamente modificados e anabolizados. Bebês podem ser fruto de óvulos e espermatozóides congelados, e as células tronco podem garantir longevidade. Empresas e bancos aparentemente imortais quebram por conta da crise. O petróleo e a água estão com as décadas contadas, assim como os fios de cabelo em nossas cabeças por conta de tanta escova progressiva. As pessoas estão plasticamente modificadas e emocionalmente desestabilizadas. Os Estados Unidos elegem o primeiro presidente negro e deixa de ser cada vez mais o “Super Man” das potências, do capitalismo e consumo. Homem com homem e mulher com mulher podem ser pais e a suruba universal está cada vez mais normal. As balas não são de hortelã, mas perdidas, ou de êxtase - e a violência está dentro ou fora de casa. Até Jesus resolveu “evoluir” e diversificar a sua palavra em inúmeras religiões...

O mundo virou de cabeça para baixo, ou de ponta-cabeça? O que vem depois? Para onde estamos caminhando e onde isso tudo vai parar? Se vai parar. Até onde a evolução evolui e até onde o mundo e nós agüentamos tamanha evolução?

Não sei. Não sei até quando nossa pele irá agüentar a exposição ao sol e calor. Não sei se chegaremos felizes na era dos “Jetsons”. Não sei se economizar, reciclar, aderir o protocolo de Kyoto para controle de emissão de gases e comer organicamente bem - vai mudar alguma coisa. Só sei que reclamar e surtar, não ajudará em nada. Politicamente correto, ou não, o jeito é relaxar e gozar. E com ou sem Viagra - tentar.

Precisamos aprender a enlouquecer naturalmente com a loucura planetária sem medo de conviver com as incertezas, afinal a única certeza é a morte.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

As músicas de um coração que bate, Roberto Carlos.

No palco do Teatro Municipal de São Paulo, elas cantaram Roberto Carlos. Quem viu pela TV, pôde perceber que não é a toa que o Rei, nunca perderá a majestade. Quem nasce para brilhar, brilhará por 50, 60, 70 anos ou centenas deles.

São 50 anos de carreira que fazem parte de gerações e que emocionam todas elas. As músicas de Roberto, cantadas por ele, ou por elas, traduzem sentimentos e emoções de qualquer um ou vida. Não há uma mãe que não ame Roberto Carlos, e eu como filha, tenho que admitir que hereditariamente também compartilho desse amor, brega ou não.

Passamos pela semana do dia dos namorados, com restaurantes lotados e casais por toda parte. Tenho certeza que as letras cinquentonas embalaram muitos corações apaixonados e inspiraram muitas declarações e cartas de amor, afinal elas falam de amor e quem ama, proclama o amor.

Se eu pudesse proclamar traduzindo em palavras as letras do meu coração, ele diria:

“Eu tenho tanto para lhe falar, mas com palavras não sei dizer”, onde “detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes prá esquecer”; e “falando sério eu não queria ter você por um programa e apenas ser mais uma em sua cama por uma noite apenas e nada mais”. Mas muitas vezes, “meu bem, meu bem a sua estupidez não lhe deixa ver que te amo” e “você não sabe quanta coisa eu faria por um sorriso seu. Você não sabe até onde chegaria amor igual ao meu”. “Me desespero porque você é mais que um problema é uma loucura qualquer”, mas “você foi o maior dos meus casos de todos os abraços o que eu nunca esqueci. Você foi dos amores que eu tive o mais complicado e o mais simples prá mim”. Me descobri “debaixo dos caracóis dos seus cabelos” e tive em seu “Calhambeque bip, bip” as maiores aventuras de amor. Em seus braços entendi que “quem foi que disse que tem que ser magra pra ser formosa?” Mas, não é por isso que “você pensa que vai fazer de mim, o que faz com todo mundo que te ama, acho bom saber que prá ficar comigo vai ter que mudar”. “Daqui pra frente tudo vai ser diferente”, onde “o bom é ser feliz e mais nada”. Por isso, lembre-se “onde você estiver, não se esqueça de mim, eu quero apenas estar no seu pensamento, por um momento pensar que você pensa em mim”. Mas, pense em mim como se fosse a “nossa canção”, e que tá “tudo certo como dois e dois são cinco”. “Olha, vem comigo aonde eu for, seja meu amante, meu amor”. “Nunca se esqueça nem um segundo que eu tenho o amor maior do mundo”e “como é grande o meu amor por você”. Mas, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”, afinal “é preciso saber viver”.

E que Roberto Carlos, viva por mais 50, 60, 70, 100 anos de uma vida inteira!

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

De repente 30....

A noite começou com surpresas. Ainda faltavam algumas horas. Sensível como louça foram vocês presenteando o início de uma década, história, casa e vida. Brilhantes foram os brincos e colar para o fruto da concepção de um amor eterno que transcende o céu e a terra. As rosas vermelhas de amor e paz abençoaram essa repaixão e o papo entre amigas selou serenamente a casa dos 20. Dormi tranqüila e confortável nos braços que sempre busquei. O sol abençoou o dia e o glamour começou cedo. Cinco estrelas eram os aposentos, Champagne a bebida, mas simples era a alma. Vi uma menina de quinze anos num corpo de mulher, uma praia maravilhosa e uma cobertura que a noite viraria palco de festa - com o Cristo de braços abertos e tochas a iluminar. Artistas circulavam, mas nesse dia a personagem principal era eu. Relaxei o corpo com massagem e amor. Enfeitei a alma com muita maquiagem e decoração. Fotografei tudo como uma grande estréia de uma vida que já passou, mas que continua a todo o vapor. O avião uniu estados em um único estado de espírito. O cenário era preto e branco, mas o clima totalmente cor de rosa. Os detalhes foram dedicadamente pensados, mas a emoção foi surpreendentemente única. Cada um que chegava vinha com a sua história e com ela trazia também a nossa história. O disco voador passou apenas como figuração sobrevoando a nuvem e atmosfera da mais pura e verdadeira energia de alegria e comemoração. Juntos, formamos o quebra-cabeça de uma super história a base de muita trilha sonora. Abraços, sorrisos, beijos, declarações e lágrimas de alegria borbulhavam como Champagne noite a dentro. Como num passe de mágicas as luzes iluminaram o cenário colorido em preto e branco, informando que não é nem um pouco sem sentir.... que de repente 30.

Fazer 30 anos é....


BalzaquiANA Fazer 30 anos é...
É ter feito tudo igual ou diferente do planejado aos 20.
É ter a maturidade juvenil e ainda poder ser responsavelmente irresponsável.
É ter desbravado meio mundo e já ter acertado metade do caminho.
É ter perdido o medo de arriscar, mas ter ainda o medo de se comprometer eternamente.
É já ter as marcas do tempo em um corpo ainda jovem de mente madura.
É ter um longa metragem de várias curtas histórias.
É ter deixado de ser “au de toilet” e ter virado “au de parfum” da mesma essência.
É perceber que amanhã é o hoje mais o ontem, e que todos os dias são diferentemente iguais em qualquer idade.
By Ana Flávia Corujo 23 de maio 2009.

Domingo, 3 de Maio de 2009

A Comunicação e o Medo


Entramos na era do medo. Há duas semanas que o mundo não para de falar sobre a “Gripe Suína”, “Influenza”, “Nova Gripe”, ou “Gripe A”. O mundo virou de cabeça para baixo com tantas especulações. O medo juntado com a falta de informação contaminou muito mais rápido a população que qualquer “porquinho” não-contaminado.

Felizmente a classe suína conseguiu ser absolvida da culpa por tal disseminação e interrompeu o seu Holocausto! Só no Egito sacrificaram mais de 300 mil porquinhos por precaução! Mas, até explicar que nariz de porco não é tomada, a “costelinha” e o “tocinho” de cada dia, por questões literalmente de saúde entrou em recessão.

Com essas situações é que vejo a importância e a força – da comunicação e marketing.

Que a Gripe A, ou como queira chamar, vai chegar ao Brasil, isso vai (já avisou nosso Ministro da Saúde - Temporão, sobre maus tempos que virão). Porém, ainda não chegou! Temos que nos preparar, mas nada de ser como “peru que morre de véspera”! Hoje de concreto só temos poucos casos suspeitos por aqui. Porém, curiosamente segundo a ONU, em cada minuto dez crianças morrem por desnutrição no mundo! Só que isso não dá mais mídia, já saiu de moda, e não impacta mais tempestivamente a economia.

Quantas pessoas morrem por dia no Brasil no trânsito, de fome, bala perdida, doenças e violência em geral? Mas, isso também não é mais novidade, pelo contrário, já faz parte do nosso dia-a-dia. É o conhecido que aprendemos a conviver e administrar.

Meio paradoxal tudo isso, não?

Por essas e outras, que vejo como a comunicação, ou a falta dela, impacta no mundo e em nossas vidas. Como o medo, conhecido e desconhecido nos move governadamente ou não. A familiarização com o desconhecido gera o conforto e a ausência do medo. O que era desconhecido passa a ser conhecido e o que é conhecido se administra ou aceita.

Não estou desvalorizando a importância dessa nova gripe, porém percebo como desvalorizamos muitas outras coisas importantes, simplesmente por terem caído no esquecimento nosso ou mundial. Matamos mais de 300 mil porquinhos enquanto o mundo morre de fome. Será que vão querer exterminar também as pessoas gordas como um leitão, só porque a gripe suína passa de pessoa para pessoa?

Brincadeiras a parte a era do medo está chegando, com doenças, aquecimento global, recessão econômica e muitas coisas desconhecidas fruto da evolução destrutiva natural. Porém, nosso medo não deve ser de morrer, mas sim de não viver, pois antes uma gordurosa vida curta e feliz do que uma magra curta vida sem sal.