domingo, 6 de dezembro de 2009

Você consegue resolver algum problema com a Claro? Claro que não!

Slogan: “A sua vida em nossas mãos! Nós fazemos você falar com o mundo e você tenta descobrir em como falar conosco!”

Ter um problema simples com a Claro e tentar resolver é como mexer em casa de marimbondo.

Por mais que eu queira - não consigo e a cada estressante e enlouquecedora ligação com eles, a única coisa que me resta é mais um número de protocolo. Acho que já posso dizer que sou uma colecionadora de protocolos - e enorme tola, de ainda tentar resolver pelos canais disponíveis da operadora qualquer assunto.

Descobri que ao solicitar a 2ª via da conta pela internet, a conta detalhada impressa passa a ser somente disponibilizada por download via site deles - tarefa nada simples. E, você passa a receber em casa, somente a conta consolidada. Descobri também que na conta consolidada os valores adicionais de alguns serviços não aparecem – o que nos induz a pagar sem perceber se as cobranças são devidas, ou não.

Se você sobrevive a primeira parte da “download saga”da sua conta e por um acaso identifica alguma cobrança, que no seu entendimento é indevida, saiba que você está Claramante comprando um problema para sua vida! Por isso, prepare: longas horas e dias seus, uma bateria adicional no seu celular, um caderno só para anotar os inúmeros protocolos, e muito, muito Lexotan! Para CLARO, não ter o seu problema resolvido!!

Tentei usar os ensinamentos budísticos aprendidos para não mandar os operadores de tele-marketing – ou máquinas humanas geradoras de protocolos treinados pela empresa para não resolver nada - para um lugar bem distante, mas não consegui depois das inúmeras insinuações de uso de má fé de minha parte junto à operadora.

Engoli a seco a fúria, e achei que enviando um email com o registro da minha versão com provas scanneadas e anexadas, seria mais fácil alguma comunicação - amarga ilusão! Até porque, alguém sabe onde fica o “Fale Conosco” da CLARO? Claro que não, pois não tem! Ouvidoria então... vamos pular essa parte, pois as empresas ainda não são obrigadas a ter. Porém, existe sim um canal por escrito com eles. Mas, os operadores não podem nos passar qualquer @claro.com.br. Você precisa entrar no site, na parte de atendimento, escolher a opção “Atendimento por email”, se logar, receber uma senha por torpedo, colocá-la no site, fazer o seu cadastro, alterar a senha, para entrar numa tela onde você irá escrever a sua solicitação em até 1200 caracteres para depois receber no seu email o 1º atendimento, e aí sim, quem sabe um dia, talvez, conseguir um email que você possa enviar o seu email. Entendeu? Isso que não relatei as inúmeras tentativas e erros de páginas que tive que ultrapassar.

E eu é que estou agindo de má fé com eles? Depois dessa, consigo entender porque a agência de publicidade da Oi não conseguiu vender para a Claro o slogan: “Simples Assim”.

Já se passaram mais de 10 dias do meu 1º contato, e horas ao telefone e na internet foram perdidas. O problema continua, minha conta venceu, não posso pagar só o que considero devido, a única resposta da empresa que tive foi um torpedo que não recebi, e ironicamente não consigo me comunicar com uma das maiores operadoras de celular do país!

Nessas horas é que vemos como somos “mais um na multidão”, onde fundamentos do marketing, como “O cliente tem sempre razão” - perde qualquer fundamento junto aos super - executivos operadores de tele-marketing!!

O que nos resta apenas é pegar nossa insignificância de cliente, jogada no mesmo saco - e encarar o PROCON!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Libertinosa Mudança

Abrindo os armários, arrumando as gavetas, limpando as prateleiras, me relembrei.

Mudar, nos obriga olhar nossa história e a empacotar o que realmente importa.

Dentro de nosso mundinho, em gavetas, armários e prateleiras, empilhamos lembranças, sensações e amores, que muitas vezes, ficam invisíveis, perdidos e esquecidos no dia-a-dia. Convivemos com esse enorme “brechó” diariamente sem perceber, mas que quando mexe ou arruma, parece mais “casa de marimbondo” com tudo que traz a tona. Uma reviravolta de sentimentos, momentos, lembranças e recordações, misturadas em papeizinhos, suvenir, caixinhas e “tralhas” que não usamos mais – mas, que por alguma razão não conseguimos nos desapegar ou desocupar. E por que isso?

Por que nossa história é só nossa e deve estar ali por perto, para que possamos olhar, sentir, cheirar e tocar - na certeza que tudo aquilo existiu. Deixar essas coisas irem, ou se desapegar delas é como se deixar ir também. Costumamos buscar nesses “guardados”, parte de nós que deixamos de lado, ou que se perdeu. Assim, nos tornamos grandes museus de nós mesmos.

Nessa arrumação voltei à infância, ao colégio, festinhas e viagens. Reencontrei entes que se foram, pessoas esquecidas e grandes amores. Relembrei os livros que li e tudo que já estudei. Encontrei cartas que nunca enviei, coisas perdidas e quebras que nem tinha mais esperança em encontrar. Ri com fotos, bilhetinhos, diários e filmes. Me deleitei numa grande sessão naftalina.

Mas, tudo isso, sempre existiu dentro mim – e não só fisicamente em gavetas, prateleiras e armários. Porém, tem horas na vida que vale se reorganizar ou se rearrumar: limpar, descartar, rasgar, passar adiante, doar, queimar, triturar, despachar - se desapegar mesmo - de objetos, lembranças, sentimentos e até pessoas que hoje não servem ou cabem mais em qualquer contexto, espaço ou situação.

Nessa “limpa” só vale guardar os pilares de nós mesmos, o que resgata e soma, ou algo que simplesmente não queremos esquecer - nem nos mínimos detalhes. Afinal, só está livre para voar, aquele que se prepara para decolar.... FUI!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Oportunidade Verde e Amarela



A Copa do Mundo é nossa... e as Olimpíadas de 2016 também. Eufórico o Brasil ficou ao saber que além da Copa de 2014, o Rio de Janeiro, também sediaria as Olimpíadas daqui a sete anos.

O esporte toca na emoção de cada um e não preciso dissertar aqui sobre isso, ou como economicamente esses sete anos serão um divisor de águas para o nosso país. Quero dissertar sobre o que muda na vida de cada um de nós em sediarmos uma Copa do Mundo e uma Olimpíadas.

Bom, pode-se responder: “Nada, não sou atleta!”, “Comprarei uma TV nova para ver as competições”, “Vou juntar dinheiro desde já para ir aos jogos”, ou “O transito ficará caótico”.

Porém, mais do que expectadores do desenvolvimento do país, do esporte, da economia e do cumprimento dos infinitos projetos que já estão sendo gerados por conta dos dois eventos esportivos mais importantes do mundo; esses sete anos representam uma oportunidade para cada um de nós criarmos grandes projetos pessoais.

Se não fossem as Olimpíadas, você estaria se imaginando como estaria em 2016?

Não sei quanto a você, mas o país deve gerar mais de 1 milhão de empregos, tem previsão de investimento de quase R$ 30 bilhões e um crescimento do PIB de mais de 40%. Cifras como estas nos fazem repensar sobre nossas metas pessoais e nos dá a liberdade de sonhar um pouco mais alto, não é mesmo?

Pode parecer meio piegas, mas durante esses sete anos teremos que considerar esses dois mega eventos em nossas decisões e planos. Por exemplo: quem está pensando em comprar ou vender um imóvel, faz diferença ser na Zona Sul ou na Barra? Jacarepaguá já aponta um crescimento de 40% no setor imobiliário. Na mesma linha, vamos para o mercado financeiro; as ações das empresas de habitação, siderurgia, estradas, aviação e mineração estão privilegiadas com os grandes investimentos em infra estrutura que precisam ser feitos para a preparação e recepção dos jogos. Decidir mudar de emprego, pedir um aumento, ou abrir uma empresa, pode ou não valer apena agora. A escolha de fazer um curso, estudar outras línguas, ou escolher uma carreira também. Planejar ter um filho e fazer uma poupança para assistir os jogos, pode ser uma sábia decisão; e nossas sábias decisões de hoje, poderão nos gerar medalhas de ouro amanhã. Até uma lojinha de souvenir no período das competições pode ser como Coca-Cola no deserto.

Além de toda emoção, união, paixão e alegria que esses eventos mundiais geram, estamos recebendo a oportunidade de transformar o preto e branco de nossas vidas em um grande sonho verde e amarelo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em re-construção...


É sabido que todos os dias é dia para recomeçar e que cada dia que passa é mais difícil recomeçar. A medida que o tempo avança, acumulamos vivências, experiências, pessoas, amores, alegrias, conquistas, riquezas, medos e traumas. Muitas vezes acreditamos que somos os donos de nossas vidas, mas a nossa vida é composta por diversos elementos que muitas vezes não dependem somente de nós.

Um amor que resolve ir, um emprego que não cabe mais, uma doença que aparece, um filho não planejado, uma pessoa querida que se vai, um novo animal que vem. São tantos os exemplos esperados ou não que impactam e mudam muitas vezes por completo a nossa historia. Querendo ou não, somos obrigados a continuar, pois a terra não para de girar, o sol não para de nascer e o inesperado não parará de acontecer – felizmente.

Nem sempre estamos preparados para tantas mudanças, pelo inesperado, ou para a falta dos dois. Uma vida turbulenta ou tediosa pode gerar resultados similares. Quem nunca teve vontade de fugir da sua própria vida? Quem nunca quis “reclamar com Deus” por viver uma vida que não escolheu viver, ou perguntar a ele varias questões que fizeram mudar a órbita das coisas? Quem nunca fez o mesmo e o mesmo varias vezes, mas esperando um resultado diferente? Quem nunca quis dormir por dias, tirar umas longas férias ou mandar alguém para bem longe?

Essas vontades todas são normais, o problema está quando quando você diariamente quer dormir por dias pela manhã, mandar alguém para bem longe na parte da tarde e ficar reclamando com Deus todas as noites. Quando se chega nesse ponto, está na hora de mudar ou recomeçar. O que? Só você mesmo pode saber. Mas, alguma coisa deve ser feita, nem que seja aceitar, pois por alguma razão sua, ou parcialmente sua, essa é a vida e que foi escolhida para ou por você.

As razões dessa análise combinatória de nossas vidas, nunca vamos saber. Logo, não adianta se questionar e nem se prender no “se” - que só nos faz estagnar mais ainda. “Se” fulano não tivesse me abandonado, “se” eu fosse mais alta, “se” essa doença não existisse, “se” eu tivesse mais dinheiro, “se, se, se, se”... O “se” é a desculpa perfeita de toda imperfeição de nossas vidas.

Mas, como nada é perfeito, e nem vai ser, a única coisa que precisamos construir dentro de nós é a capacidade de se reconstruir e recomeçar em qualquer idade e a qualquer tempo. Tudo é único e não volta, mas tudo também pode ser adaptavelmente substituível, ou construído. A gente sempre se adapta. A gente se adapta até com as coisas ruins, não é mesmo? Não vai se adaptar com o novo que ainda pode ser bom?

Só quem sabe se reconstruir é capaz de encontrar o sucesso e ser plenamente feliz.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O tom da nossa história.

Cada história, cada vida tem o tom que a gente mesmo dá. Podemos ser “mocinho”, “vilão” e até mesmo “Santo”. Podemos viver ao som de bolero, samba, roque ou canção de ninar. Seremos eternos narradores de histórias.

Um pedinte, por exemplo, podemos achá-lo um coitado, ou um belo malandro se fazendo de coitado. Não tem regra, ou verdade. A vida é difícil para todo mundo e está longe de ser um mar de rosas se quisermos acreditar nisso. Porém, pode ser um caldeirão de oportunidades e uma aquarela de cores, se assim também quisermos acreditar.

As coisas tem o peso que a gente dá. Quem acha que vive uma vida difícil, uma vida difícil terá. Quem acha que tem uma vida cansativa, sempre cansado estará. Assim como quem acha que tem uma vida feliz, feliz vai ficar.

É como o fato e interpretação. O mesmo fato pode ter inúmeras interpretações dependendo do interlocutor. Se acontece um acidente na rua, a versão do acidentado é uma, de quem se acidentou outra e de quem estava para atravessar e não tinha nada com a história outra completamente diferente. As interpretações na maioria das vezes são dadas de acordo com nosso envolvimento emocional.

O envolvimento emocional muda todo o contexto, tom, fato e interpretação de uma história. Se falarmos de histórias de amor e brigas de casais, podemos citar inúmeros exemplos da vara de família de enorme embasamento jurídico, que passam anos sem veredicto final.

Por isso, a velocidade, leveza e cor de nossas vidas dependem muito da velocidade, leveza e cor que damos a ela. Podemos ser vítimas, responsáveis, heróis, lutadores, e até felizes dondocas! Como já disse não há regra, apenas há o tom que damos a nossa história. Qual o tom da sua?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sonífera Ilha...


Amigas num bar conversam. Encontros femininos têm apenas três assuntos principais: homens, roupas e dietas - podendo variar a ordem entre o segundo e terceiro tema, pois “homens” sempre será o assunto central.

Risadas a parte e fofocas também. O sub-item do assunto “homens”, que inquietou o papo da noite foi: “Por que os homens após a transa dormem profundamente?”. Situações como estas podem levar mulheres ao suicídio, traição, fim de casamento, assassinato ou a um ataque de nervos, vocês sabiam?

É verdade. Nada irrita mais uma mulher do que se sentir uma “boneca inflável” e com sonífero - ainda por cima (ou por baixo)! Na maioria das vezes, vocês homens esquecem de nos perguntar se foi bom, ou suficiente para nós, mas principalmente, que nos prometeram uma noite inesquecível de amor.

Se homem fizesse tudo o que fala para os amigos, nós mulheres seríamos o ser mais tranqüilo do mundo! Não é meninas?

O problema principal não é dormir; vocês até podem dormir como “anjos” depois do sexo, mas saibam que estarão com mulheres com o “diabo” no corpo, pelo simples fato de nos deixarem “olhando para o teto” acordadas com nossos pensamentos, ou melhor, lidando com a administração deles.

Para qualquer situação, nível, estado ou status da relação essa cena dá margem para os piores pensamentos femininos:

A casada: “Eu acordo antes de você, cuido das crianças, administro a casa, trabalho fora, faço ginástica, pago as contas, fico horas no salão para ficar linda... você malha 5 minutos e dorme assim de cansado? Você não sabe o que é cansaço! Eu é que estou cansada, eu é que estou cansaaaaaaaaaadaaaaaa!!”.

A namorada: “Já dormiu? No início do namoro eram 3, 4 vezes e quase todos os dias, agora essa rapidinha e você capota? Aonde eu deixei a minha lixa de unha, hein? Nessa escuridão vai ser impossível achar... e eu aqui na vontade.... ai ai... tudo igual... aquele carinha da academia deve ter muito mais pique...”

A amante: “Como assim você está dormindo? Achei que as amantes ficavam com a “cobertura do bolo”! E agora? Vou ter que ter quantos amantes para ficar satisfeita?”

A amiga colorida: “Ai meu Deus! Tô sem o menor sono! O que vou ficar fazendo aqui até você acordar e me levar para casa? To com fome, sede e vontade de fazer xixi e não posso sair desse quarto! Aí meu Deus! Meia hora de prazer e cinco de tédio, compensa?! O que eu faço? Ir embora vai ficar péssimo... Bom, se nem com essa televisão ligada você se mexe, acho que não vai ouvir eu mexendo nas suas coisas!”.

A da noite: “O que estou fazendo nesse motel com esse cara? Onde eu estava com a cabeça? É lógico que ele vai me tratar como uma qualquer, fui uma qualquer! O que vou falar para a minha terapeuta?? Tira esse braço de cima de mim, nem te conheço direito! Já sei! Vou deixar um bilhete carinhoso com o meu telefone e dar o fora daqui! Ele vai entender e de repente até liga amanhã...”

A vovozinha: “Sexo???? Sai do sofá Aroldo e vai dormir na cama!”.

Segundo os médicos, está comprovado que quando atingimos o orgasmo, temos um relaxamento profundo que pode levar ao sono. Logo, se sua mulher ficou ou fica acordada, a resposta é óbvia, não é mesmo? Ela passou longe do prazer, ou do orgasmo, ou de estar satisfeita! E não precisa ser nenhum especialista para isso.

Por isso, ACORDE e canse sua mulher antes de você! Assim, você evita qualquer surpresa ao despertar. Afinal, nós mulheres somos completamente coerentes e previsíveis!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As Idades do Amor

Você acredita que o amor tem idade? Qual seria a idade do seu amor?

Não existe idade certa para amar; aliás, o amor é bem-vindo e permitido em qualquer idade. O que muda é a forma, pois amamos de acordo com a idade que temos e talvez por isso, o “timing” de quem ama nem sempre é o mesmo do amado.

Quando somos adolescentes o amor é uma descoberta juvenil, sem regras, compromissos e sem muitas premissas. Ele vem puro e inexperiente. Romanticamente perfeito, leve e sem traumas, o amor juvenil fica imaculado para uma vida inteira como o primeiro amor – aquele que a gente nunca esquece.

O tempo vai passando e assim como nós, o amor fica mais maduro, com mais expectativas, responsabilidades e cobranças. Quando saímos da juventude, naturalmente amamos para casar. O amor maduro vem acompanhado com um questionário natural: “Esse é para casar?”. Não levamos só em consideração a paixão, mas também, os ingredientes básicos para se construir uma família e uma vida sólida. Nem sempre um grande amor nessa idade é para se casar, assim como, nem sempre um amor para se casar é daqueles que se escreve um romance.

Depois de quem “casa quer casa” o amor pede frutos, deixa de ser individualista. Vira um amor familiar, tem um peso e uma responsabilidade maior ainda. Até os que não casaram, nessa fase da vida, o amor deixa de ser só de homem e mulher e passa a ser o amor de pai e mãe - não mais órfão.

O amor pode ser construído ao longo do tempo quando se tem objetivos, interesses e vontades comuns. Assim como na vida, o amor pode ser conquistado e solidificado de ano em ano. Ao mesmo tempo ele pode ir se modificando e se perdendo de acordo com os interesses e vontades não mais comuns.

Passado o tempo, vida construída e/ou filhos criados. O amor se volta para o casal, para si e para a vida cheia de sonhos - principalmente os não realizados. E nesse momento esses sonhos podem estar dentro ou fora do amor já construído. E aí?

Tenho visto muitas histórias de homens e mulheres de meia idade, que resolvem deixar o amor maduro e construído para viver novamente o amor juvenil, ou a ilusão dele. Depois de se realizar profissionalmente, como pai ou mãe; para muitos é hora de encontrar um novo amor, regado a uma imaturidade permitida e muitas cifras a mais da época dos 20 e poucos anos.

Aparentemente para eles, o lado de fora passa a ser mais interessante ao lado de uma linda jovem, dentro de seu possante, usufruindo as coisas boas da vida que não podiam ser vividas anos atrás. E, aparentemente para elas, o lado de fora passa a ser mais interessante após uma, duas, ou mais plásticas, ao lado do garotão da academia que preenche a invisibilidade encontrada anos a fio no amor construído.

Depois de se perderem em diversos tipos de amor tentando reencontrar o frescor do amor juvenil, percebe-se que é hora, na verdade, do amor para acompanhar e envelhecer, pois ninguém quer acabar sozinho e esquecido sabe lá Deus onde - não é mesmo?

Nenhum problema ter um amor para cada idade. Como já disse, o amor é bem-vindo em qualquer idade. Mas, o desperdício, é não perceber que o mesmo amor pode se transformar junto em cada fase da vida, fazendo com que o juvenil se transforme em maduro, o maduro em construído, o construído em juvenil novamente (em diferentes versões), até chegar no “que a morte nos separe”.

Nenhum amor é perfeito e nenhum amor é constante, mas todo amor pode ser único para qualquer idade.